2012-05-29

CUF fez feriado a 10 de Maio de 1937

O dia 10 de Maio de 1937 foi uma espécie de Dia Santo para os funcionários da Companhia União Fabril - a famosa CUF de Alfredo da Silva. Para comemorar o duplo bota-abaixo do navios CREOULA e SANTA MARIA MANUELA, nos estaleiros da CUF, à Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, "o escriptório central desta companhia" esteve encerrado "afim de o pessoal assistir ao lançamento ao mar dos navios SANTAMARIA MANUELA e CREOULA, construídos nos nossos estaleiros", como se informava o público neste anúncio inserido no jornal O Século, de Lisboa, edição de 9 de Maio de 1937. Valeu a pena o esforço da CUF e o orgulho no trabalho da Companhia, como 75 anos passados atestam os navios, que entretanto se tornaram símbolos da maritimidade portuguesa contemporânea.
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2012-05-19

Um dia histórico

O dia 10 de Maio de 2012 foi histórico, com os dois irmãos gémeos CREOULA e SANTA MARIA MANUELA a comemorarem os 75 anos dos respectivos lançamentos à água atracados ao cais da Marina do Parque das Nações, numa manifestação de maritimidade de rara beleza. Aqui ficam mais duas fotografias do acontecimento...
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Confraria Marítima homenageou o CREOULA e o MANUELA

No passado dia 10 de Maio de 2012 celebrou-se o 75º aniversário do lançamento à água de dois lugres bacalhoeiros, os navios irmãos-gémeos CREOULA e SANTA MARIA MANUELA. Construídos nos então Estaleiros da CUF, na Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, foram ambos lançados à agua na mesma ocasião, em primeiro lugar o SANTA MARIA MANUELA e uns minutos depois, o CREOULA. Esta cerimónia, que foi pública, contou com a presença do Presidente da República, General Óscar Carmona, e de muitas personalidades do regime do Estado Novo e foi abrilhantada com a presença da Banda da Armada, tendo na ocasião sido prestadas honras militares por uma companhia de Marinha proveniente do N. E. SAGRES.
O CREOULA foi adquirido pelo Estado em 1979 para ser um museu de pesca, mas acabou por ser recuperado e modificado para navio-escola, sendo hoje operado pela Marinha, em benefício da nossa juventude, como “navio de treino de mar”. 
O SANTA MARIA MANUELA foi adquirido pela firma Pascoal & Filhos e alvo de grandes reparações e transformações, podendo hoje ser utilizado como navio de “treino de mar”, ou como base de apoio à investigação científica. A meritória iniciativa desta firma, que já adquiriu o casco do ARGUS e, curiosamente, foi fundada também em 1937, significou já um investimento de muitos milhões de euros; é uma acção de registar e louvar, pois permitiu salvar da sucata um testemunho vivo da nossa cultura e da gesta marítima portuguesa do 2º quartel do século XX.
Uma deputação da Confraria Marítima de Portugal, liderada pelo seu Presidente da Direcção, V/Alm Alexandre da Fonseca, esteve a bordo do SANTA MARIA MANUELA onde numa singela cerimónia foram oferecidos escudetes da Confraria, personalizados com uma legenda alusiva, aos atuais Comandantes dos dois navios, atracados no cais da Marina do Parque das Nações, um atrás do outro. Nas palavras então proferidas, o V/Alm Alexandre da Fonseca assinalou a importância da nossa frota bacalhoeira no passado, assegurando a recolha de significativas quantidades de pescado e contribuindo assim para a autonomia e para a segurança alimentar de então; foi também sublinhada a importância destes dois navios no presente e no futuro, pela sua acção didática e pedagógica, contribuindo para a “alfabetização marítima” da nossa juventude e desta forma para propiciar um novo regresso de Portugal ao Mar, que já se vai tornando num novo desígnio nacional. Os dois escudetes foram entregues em simultâneo ao Capitão da M.M. São Marcos, Comandante do SANTA MARIA MANUELA e ao Cfrag. Cornélio da Silva, Comandante do CREOULA. 
Estiveram presentes nesta cerimónia alguns oficias dos dois navios e várias personalidades, entre as quais, os C.m.g. Themes de Oliveira e Rodrigues Pereira, os Capitães da Marinha Mercante, Spínola Pitta, Correia Marques, Jara de Carvalho e Esteves Cardoso, o Dr. Lemos Roque, os Engºs Ribeiro e Castro, Sousa e Sá, Teófilo Tenreiro, Martins Gomes e Josué Júnior e os Srs. Albano do Carmo, Luís Miguel Correia e Carlos Menezes Pitta.
Seguiu-se um agradável momento de convívio e confraternização, a convite do Comandante do SANTAMARIA MANUELA, e uma visita ao CREOULA, a convite do seu Comandante. 




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2012-05-16

MANUELA a navegar rumo ao Tejo

O lugre SANTA MARIA MANUELA esteve em Lisboa para comemorar os 75 anos do seu lançamento ao Tejo a 10 de Maio de 1937.
O navio largou do cais dos bacalhoeiros, na Gafanha da Narazaré, a 8 de Maio e entrou em Lisboa no dia seguinte atracando ao cais do Parque das Nacoes, onde permaneceu aberto a visita do publico, juntamente com o seu irmão gémeo CREOULA.
Um bonito espectáculo, observar os dois cisnes atracados juntos...




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2012-05-12

CREOULA e SANTA MARIA MANUELA: 75 ANOS

Pormenores da popa dos navios CREOULA e SANTA MARIA MANUELA atracados ao cais do Parque das Nações, em Lisboa, a 11 de Maio de 2012, exactamente dois anos após o reencontro dos gémeos, no rio Tejo, a 11 de Maio de 2010, possibilitado pela reconstrução do segundo navio, promovida pela empresa Pascoal.
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CREOULA: 75 ANOS

Comemoração dos 75 anos do lançamento à água do lugre CREOULA: aspectos do "Pôr do Sol" que decorreu a bordo do navio na tarde de 10 de Maio de 2012.



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CREOULA - 75 ANOS

Navio de Treino de Mar CREOULA atracado ao cais do Parque das Nações na manhã de 10 de Maio de 2012, dia em que comemorou 75 anos.
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2012-05-10

Parabéns aos CREOULAS

Há exactamente 75 anos, na tarde de 10 de Maio de 1937, dois belos navios gémeos destinados à pesca do bacalhau foram lançados à água no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa após terem sidos construídos em 62 dias úteis pela Companhia União Fabril, a CUF de Alfredo da Silva: referimos-nos aos lugres de quatro mastros CREOULA e SANTA MARIA MANUELA, que se destinaram aos armadores Parceria Geral de Pescarias e Empresa de Pesca de Viana.
Os navios eram lindos e provaram ser de uma robustez à prova do tempo, pelo que, passados 75 anos, eis-los de novo juntos no Tejo a festejar 75 anos de vida, conforme documentado pela imagem que registámos esta manhã de bordo do iate IMAGINE, por cortesia do nosso Amigo Paulo Andrade. 
Os anos passaram e os antigos navios de pesca à linha ganharam outras vocações, dedicando-se agora ambos à nobre actividade de Treino de Mar. O CREOULA é operado pela Marinha Portuguesa, classificado como unidade auxiliar de marinha, enquanto o SANTA MARIA MANUELA tem registo mercante e pertence à empresa Pascoal & Filhos, da Gafanha da Nazaré. Aos dois navios, os nossos parabéns...
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2012-05-07

75 ANOS DO CREOULA



No próximo dia 10 de Maio de 2012 o CREOULA completa 75 anos desde a data do seu lançamento à água, no estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos, registando-se igualmente os 25 anos da sua entrega à Marinha Portuguesa. Para assinalar tão importante data, irão decorrer diversas actividades de natureza social e cultural no período de 7 a 13 de Maio, com o Navio atracado na marina do Parque das Nações junto do irmão gémeo SANTA MARIA MANUELA, o qual chega a Lisboa a 9 de Maio.
0 Navio de Treino de Mar CREOULA é um lugre de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral de Pescarias, o navio foi lançado à água no dia 10 de Maio e efectuou ainda nesse ano a sua primeira campanha de pesca. O navio foi utilizado pela Parceria Geral de pescarias entre 1937 e 1973, nas campanhas de pesca do bacalhau ao largo da Terra Nova e Gronelândia.
O navio foi entregue ao Ministério da Defesa Nacional, e é operado pela Marinha Portuguesa, desde 1987, como Navio de Treino de Mar (NTM), possibilitando o contacto dos jovens com o mar. A preservação e operação do NTM CREOULA com a sua vocação actual de aproximação dos portugueses do Mar pode considerar-se uma das poucas medidas meritórias no âmbito das políticas efectivas de relançamento de Portugal no Mar num quadro de desmaritimização generalizada que vem caracterizando o nosso país desde há demasiado tempo.
O NTM CREOULA é comandado pelo Capitão-de-fragata Nuno Maria d'Orey Roquette Cornélio da Silva e tem uma guarnição de 38 militares.

No âmbito destas comemorações o navio irá estar atracado na Marina do Parque das Nações de 6 a 14 de Maio, abrindo a visitas nos dias 7, 8, 11, 12 e 13 de Maio, das 10h00 às 19h00. Uma excelente oportunidade de homenagear o CREOULA e visitar este belíssimo navio português. Aqui damos os nossos parabéns ao navio, à sua guarnição e a todos os que ao longo dos anos têm sabido criar as condições para que este navio navegue com as cores portuguesas. Viva o CREOULA.
Lengenda: desenho a carvão do lugre CREOULA da autoria do seu antigo Comandante Sr. Capitão António Marques da Silva, existente na sala de oficiais actual do navio.
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2012-04-28

CONSTRUÇÕES NAVAIS da CUF

No dia 1 de Janeiro de 1937 a gerência do estaleiro naval da Administração-Geral do Porto de Lisboa passou da Sociedade de Construções e Reparações Navais para a Companhia União Fabril, na altura o maior grupo industrial português, criado por Alfredo da Silva.
Com a nova concessão a CUF herdou da empresa anterior os contratos para a construção dos lugres bacalhoeiros construções 32 (CREOULA) e 33 (SANTA MARIA MANUELA) e de um navio para os Pilotos de Lisboa.
Este anúncio alude a essa primeira fase do estaleiro da CUF na Rocha do Conde de Óbidos, com um navio na carreira. Além deste estaleiro, a CUF já exercia a actividade de construção e reparação naval no Barreiro.
A qualidade de construção dos primeiros navios provou ser muito boa: tanto o CREOULA como o seu irmão mais novo atestam a robustez dos cascos de 1937, passados setenta e cinco anos. Imagem cedida por Carlos Pita a quem agradecemos a lembrança.
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2012-04-27

Comemorações dos 75 anos do CREOULA

O CREOULA vai partilhar a festa de  aniversário dos 75 anos, a festejar a 10 de Maio em Cabo Ruivo, no cais da Marina do Parque das Nações... Faça click sob a foto para ler melhor.
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2012-04-10

CREOULA a 9 de Abril de 2012

CREOULA atracado na Base Naval de Lisboa na manhã de 9 de Abril de 2012. 
Há 75 anos o CREOULA nascia em Lisboa na carreira de construção do estaleiro naval do porto de Lisboa, que desde 1 de Janeiro desse ano de 1937 era administrado por uma nova empresa concessionária, a CUF - Companhia União Fabril. O lançamento ao Tejo estava previsto para daí a um mês e o navio deveria ir à pesca do bacalhau ainda nesse ano... seria a primeira de 37 campanhas de pesca à Terra Nova e Gronelândia ao serviço da Parceria Geral de Pescarias. Mas ninguém podia imaginar que passados 75 anos o CREOULA continuaria a servir Portugal de uma forma absolutamente notável, divulgando o Mar junto da juventude...
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2012-03-21

Universidade Itinerante do Mar

Uma das entidades que mais tem utilizado o CREOULA nestes últimos anos tem sido a universidade Itinerante do Mar, que o ano passado ofereceu esta placa ao navio. Uma homenagem merecida.
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Com sete letras se escreve o nome CREOULA

Com sete letras se escreve o nome CREOULA.  À popa, há setenta e cinco anos.
Durante décadas este nome à popa era pintado directamente sobre a chapa do casco, e por debaixo inscrevia-se o nome do porto de armamento: Lisboa. 
É que o CREOULA teve o estatuto de navio mercante desde 1937 até 1987, quando a sua operação foi em boa hora entregue à Marinha Portuguesa e se desenhou um novo enquadramento, o de Navio de Treino de Mar como UAM - Unidade Auxiliar da Marinha.

Após a entrega do CREOULA à Marinha, o nome do navio passou a estar inscrito à popa numa bela placa azul escura com letras metálicas em relevo. É essa placa que vemos nas imagens a ser retirada para manutenção e pintura, ontem, dia 20 de Março de 2012. O CREOULA prepara-se para mais um ano de actividade intensa em prol da redescoberta do Mar Português com as suas sete letras a brilhar na popa.



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2012-03-17

O CREOULA e a Faina Maior

Antigo lugre bacalhoeiro, o CREOULA pescou um total de 22.700 toneladas de bacalhau  nas suas 37 campanhas anuais de 1937 a 1973.
A pesca era efectuada à linha de forma tradicional com recurso aos dóries individuais, e algumas destas embarcações estão ainda hoje presentes a bordo do CREOULA, como se pode apreciar pelas fotografias tiradas a bordo a 29 de Fevereiro último.
Em 1937, quando o navio entrou ao serviço da Parceria Geral de Pescarias, a empresa armadora tentou introduzir uma alteração no tipo de dóries, equipando o navio com dóries para dois pescadores, à francesa, mas a experiência correu tão mal que durante a campanha o navio teve de pedir dóries aos restantes navios da Parceria e voltou-se assim à pesca individual... Cada pescador era "capitão" do seu dóri e venceu o individualismo...



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Casa das Máquinas exemplar

Numa das minhas visitas recentes ao NTM CREOULA tive oportunidade de visitar e fotografar pormenorizadamente a Casa das Máquinas do navio.
Fiquei agradavelmente surpreendido. 
Dada a natureza do navio, um lugre de quatro mastros, em que a propulsão mecânica teve sempre um carácter de auxiliar, não me surpreendeu que o espaço fosse reduzido.
Gostei de tudo o que vi. Tenho estado em muitas instalações propulsoras a bordo de navios de todos os tipos e dimensões e nunca tinha estado numa tão limpa e impecável. Não esperava encontrar uma casa da máquina de há 75 anos, pois sei que o navio tem sido actualizado permanentemente por forma a ir cumprindo as suas funções, hoje muito diferentes das que se impunham em 1937 com a pesca do bacalhau. Há de facto muito poucos equipamentos originais, com destaque para o belíssimo telégrafo fornecido em 1937 pela Casa Garraio, que felizmente continua de portas abertas no Cais do Sodré. Quase tudo o resto é mais recente, a começar pela máquina principal, de 500 BHP que data da década de 1990.
Para iniciar esta visita fotográfica às máquinas do CREOULA, seleccionámos uma fotografia do telégrafo, uma imagem de diversos registos da máquina, e uma perspectiva do motor principal, que é muito pequenino. Vamos voltar ao assunto com mais fotografias.
Um agradecimento à Marinha, ao Comando e aos Oficiais e Guarnição do CREOULA pelo apoio e simpatia com que sempre têm sabido incentivar o BLOGUE DO CREOULA...
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2012-02-17

Preparativos para 2012

Atracado na Base Naval de Lisboa, ao Alfeite, desde Outubro de 2011, o NTM CREOULA prepara-se para mais um ano de intensa actividade em prol da divulgação e descoberta do Mar Português, num ano muito especial cujo ponto alto será a comemoração dos 75 anos do lançamento à água do CREOULA, a 10 de Maio de 2012.
Fotografias registadas em Janeiro de 2012.


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