2010-09-02

Acerca do ARGUS

A Campanha do ARGUS (por David Azevedo Lopes in Diário de Notícias, 26 Abril 2009)
Na passada segunda-feira, dia 6 de Abril, uma chuva mansa e silenciosa trouxe do mar o mais mítico navio português da século XX. Regressou ao País quase anónimo, puxado por um rebocador espanhol que o resgatou das latitudes do Sul e de um tribunal que por arresto o leiloou em Aruba.
Diz quem sabe que ao partir, vendido, em 1975, levou as lágrimas de milhares de homens do mar e virou a última página da maior aventura portuguesa do século passado: a faina do bacalhau nos mares do Norte. Vestiu-se depois de madeiras que nunca tinha conhecido. Camarotes com casas de banho, que nunca houvera visto, bares e música para servir e animar nas Caraíbas os turistas maravilhados por este lugre de quatro mastros de novo baptizado como Polynesia.
Quando rumei à Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, avisaram-me que iria encontrar um navio desfigurado, transformado profundamente pela sua segunda vida, talvez perdido e estragado para sempre. Regressei com a ideia contrária. Foi quem o pôs a navegar do outro lado do mundo que o salvou, mesmo que hoje pareça um destroço. Foi quem lhe deu destino, que sem intenção, preservou uma peça insusbstituível da história portuguesa que muitos desconhecem e alguns desprezam. Como não compreender quem advoga que a dimensão e a grandeza de um povo e de um país tem na sua essência o modo como vive e promove a sua cultura. Somos um país de uma riqueza marítima incomensurável, com um traço destintivo e identitário ligado ao oceano, caminho para construir um posicionamento de modernidade e de diferenciação. Somos a maior nação oceânica da Europa e uma das maiores do mundo. E somos também capazes de não saber o que fazer com isso. Utilizamos timidamente os recursos do mar e os nossos portos. Temos uma das mais baixas taxas de navegação de recreio da europa ocidental. Um país onde quem tem um barco, por mais pequeno que seja ou é rico ou é considerado como tal. Não temos nas nossas escolas básicas e secundárias disciplinas ou actividades que nos liguem ao mar. E até a ideia da nossa Expo 98 e dos seus Clubes do Mar, bem como todo o investimento que aí foi feito, desapareceu e não voltou a dar à costa. Dizemo-nos um país de marinheiros, mas não é verdade. Os portugueses não vão ao mar , vão à praia.
E é por isso, e por ser tão evidente que a economia do mar é a nossa maior oportunidade e vocação, que quase não se estranha que dois empresários, Aníbal Paião e João Vieira, donos da empresa Pascoal, desde sempre ligados à pesca e ao comércio do Bacalhau, tenham nas mesmas semanas em que amarguradamente discutíamos a crise e o eventual afastamento da selecção portuguesa da fase final do Mundial da África do Sul, rumaram ao Caribe e do seu bolso resgataram o Argus de todos nós. Talvez também não se saiba que estes mesmos empresários, no próximo mês de Outubro e após anos de luta e alguns milhões de euros de investimento privado, irão concretizar um outro sonho: colocar a navegar, totalmente recuperado o navio Santa Maria Manuela, navio gémeo do navio Creoula da Marinha Portuguesa, ambos construídos em Lisboa em 62 dias no ano de 1937. De repente Portugal, desanimado, distraído e desfocado, ganha uma frota única no mundo. Três veleiros de quatro mastros. E que são mais do que três navios. São a expressão de que nada acontece por acaso e que só com trabalho, visão e paixão, nos tornamos melhores e actuamos na nossa predestinação.
A meio do século passado alguns milhares de portugueses enfrentavam nos mares do Norte uma das mais difíceis jornadas de trabalho e de sobrevivência que a humanidade conheceu. Os verdadeiros super-homens não são os da Marvel ou de Hol- lywood. Foram os pescadores portugueses que pescando à linha e em pequenas embarcações de madeira, passavam seis meses sozinhos no meio do mar. Uma jornada tão dura que quem a fizesse ficava livre do serviço militar obrigatório e dos seus quatros anos de duração.
Somos, no entanto, já filhos de outro tempo e é por isso que a inspiração de homens como Anibal Paião e João Vieira nos podem fazer acreditar que afinal, a crise somos nós.
Naquele dia cinzento de Abril algumas centenas de pessoas e familias inteiras e bloguistas correram a Ílhavo para ver que o navio não era fantasma. A notícia correu célere . Ainda bem que não sou editor televisivo. Arriscar-me-ia a ter uma fraca audiência, abrindo as notícias com este navio chegado da bruma.
Texto de Abril de 2009. Fotografias de Agosto de 2010. Imagens / Images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

2010-08-24

VIDA ÁRDUA NO BACALHOEIRO CREOULA

Esta imagem tirada a bordo do CREOULA nos Bancos da Terra Nova durante a campanha de pesca de 1948 mostra pelas expressões dos tripulantes e da mascote toda a dureza da vida a bordo de um navio de pesca do bacalhau. E não esquecer que o CREOULA era um dos três melhores lugres.
A fotografia é atribuida ao segundo motorista Sr. Armando da Maia Rocha e faz parte do espólio do Cte. José Fraga que em 1948 embarcou como Piloto no CREOULA e fez muitas fotografias.
O cão chamava-se Peito de Ferro, nome bem sugestivo. Hoje o CREOULA é um autentico navio de luxo comparado com outros tempos.

Encontro CREOULA - FUNCHAL


No passado dia 20 de Agosto de 2010 o CREOULA cruzou-se com o paquete FUNCHAL no rio Tejo a montante de Belém.
Este encontro tem algum significado histórico, pois existe uma ligação entre os dois navios: tanto o CREOULA como o FUNCHAL foram mandados construir pelo armador Vasco Bensaude, o CREOULA em 1936 para a Parceria Geral de Pescarias, o FUNCHAL em 1958 para a Empresa Insulana de Navegação, ambas as empresas de propriedade Bensaude.
Passados todos estes anos, não deixa de ser relevante o facto de o Sr. Vasco Bensaude ter mandado construir navios tão carismáticos e de qualidade que conseguiram sobreviver ao desafio do tempo. 
O CREOULA navega há 73 anos sempre com o mesmo nome e bandeira. O FUNCHAL é um dos poucos navios de passageiros clássicos ainda em serviço e que nunca viu o seu nome alterado. Há 49 anos que navega e mantém hoje a mesma bandeira de 1961, a portuguesa, sendo de facto o derradeiro exemplar da frota de paquetes portugueses que em meados da década de 1960 chegou a contar com 26 unidades.
Para além da origem Bensaude comum, tanto o FUNCHAL como o CREOULA são sobreviventes e sobretudo, navios de sorte, pois de facto, em diversas fases da vida de cada um, o factor sorte foi determinante para a continuidade da vida activa respectiva. Sabemos que os navios não são eternos e que estes já ultrapassaram largamente a esperança de vida média, mas são navios tão bonitos e tão cheios de significado para Portugal que de facto deveriam durar para sempre...


CREOULA: viagem a Cádis






O CREOULA saiu de Lisboa a 20 de Agosto último para uma viagem a Cádis com regresso ao Alfeite na tarde de 26 de Agosto, levando a bordo um grupo de 52 instruendos dos Serviços Sociais da Administração Pública.
A próxima saida do CREOULA vai ser a 30 de Agosto, rumo a Ceuta, numa viagem de instrução organizada pela Bee.
Fotografias da saída do navio de Lisboa a 20-08-2010.

CREOULA a largar de Cádis

Imagem gravada do AIS - Localizatodo mostrando o NTM CREOULA a largar de Cádis na manhã de 24 de Agosto de 2010, com destino a Lisboa onde chega na próxima Quinta-feira, 26 de Agosto depois do almoço.

2010-08-11

CREOULA visto do ARGUS

O CREOULA em navegação ao largo da ilha de São Miguel, a caminho da Terra Nova, na Primavera de 1950.
O CREOULA e os restantes navios de pesca da Parceria Geral de Pescarias iam sempre a Ponta Delgada embarcar pescadores dos Açores.
Fotografia de Alan Villiers reproduzida do livro "O Homem e o Mar" de João Gomes Vieira, que recomendamos.

CREOULA no Porto Santo



CREOULA fundeado frente à famosa praia de Porto Santo, no decorrer da última missão do navio, efectuada de 25 de Julho a 5 de Agosto, com a Universidade Itinerante do Mar.
Esta viagem incluiu escalas no Porto Santo, Funchal e Portimão.
Fotografias enviadas pelo NTM CREOULA e tiradas pelo médico de bordo, Dr. Diogo Santos Costa. Agradece-se a colaboração.

2010-08-09

CREOULA em 1973 no MARINTIMIDADES

Um belo texto da Dra. Ana Maria Lopes com imagens originais do Cte. António São Marcos, Imediato do CREOULA na campanha de 1973 publicado no blogue MARINTIMIDADES. Ver aqui...

2010-08-07

GIBA NA MADEIRA

Uma das tradições do CREOULA na fase da Marinha associada à sua vertente de navio de treino de mar, com embarque de instruendos muitas vezes bastante jóvens foi a presença a bordo de uma mascote "Cão de Água", no caso das imagens, a GIBA, que sucedeu à ESPUMA.
Actualmente a GIBA já não integra a guarnição do CREOULA, uma vez que acompanhou o anterior Comandante do navio quando este deixou o CREOULA há alguns meses.
Estas imagens mostram a GIBA a dar as boas vindas a visitantes madeirenses, com o navio atracado no Funchal a 23 de Maio de 2008, quando  participou nas comemorações do Dia da Marinha.
Fotografias cedidas pelo Sr. Cte. Duarte Manuel Chaves Correia, do Funchal. Este Oficial da nossa Marinha Mercante reune o gosto pelos navios (Companhia Colonial, CTM, Governo Regional da Madeira, etc....) com uma grande dedicação aos animais. Obrigado pelas imagens e por nos permitir a sua divulgação.

2010-08-05

CREOULA DE REGRESSO A LISBOA


O CREOULA ao regressar ao Tejo na manhã de 5 de Agosto de 2010, com a Universidade Itinerante do Mar embarcada.
O navio saiu de Lisboa a 23 de Julho e visitou Porto Santo, Funchal e Portimão.
Fotografias de Luís Miguel Correia - 2010

2010-07-21

GALHARDETE DA PARCERIA NO CREOULA

O galhardete da antiga Parceria Geral de Pescarias (1891-1999), empresa que mandou construir o CREOULA em 1936, a flutuar no mastro grande do CREOULA.
A velha bandeira foi içada ontem, (20-07-2010) a bordo do navio no tope do mastro grande, como era hábito nos tempos em que o navio fazia a pesca do bacalhau.
O galhardete da Parceria foi emprestado para o efeito pelo Grupo Bensaude, cuja família é um caso único em Portugal de ligação ao mar, pois há cinco gerações que são proprietários e armadores de navios de comércio e pesca.
Texto e imagens de Luís Miguel Correia - 2010

Visita ao CREOULA

Aspectos da visita a bordo do CREOULA de um grupo de Amigos do navio, recebidos com todas as atenções pelo Comandante e Oficiais do navio, como é hábito na Marinha Portuguesa.
O CREOULA está em Lisboa desde 5 de Julho de 2010, data em que regressou de uma das missões mais importantes que desempenhou desde que iniciou a sua actividade em Junho de 1937, o cruzeiro científico às Selvagens, promovido pela EMEPC. O navio larga para o mar novamente dia 23 de Julho, num cruzeiro ao Funchal e Portimão promovido pela Universidade Itinerante do Mar.
Texto de Luís Miguel Correia com imagens de Raquel Sabino Pereira e Luís Miguel Correia - 2010

GALHARDETE DA PARCERIA IÇADO NO CREOULA

Ontem, dia 20 de Julho de 2010, o galhardete da antiga Parceria Geral de Pescarias foi içado novamente no mastro grande do CREOULA recordando a origem do antigo lugre bacalhoeiro.
A Parceria Geral de Pescarias era a empresa de pesca do bacalhau ligada à família Bensaude que existiu de 1891 a 1999 e foi proprietária do CREOULA até 1979. Foi uma das empresas mais importantes das que protagonizaram a Faina Maior das pescas portuguesas, cujo legado tem reconhecida importância cultural, caso do CREOULA, actual Navio de Treino de Mar operado pela Marinha de Guerra Portuguesa, o GAZELA, velho lugre patacho preservado em Filadélfia ou ainda os navios ARGUS e SANTA MARIA MANUELA, ambos ligados à memória viva da Parceria, o primeiro como último lugre bacalhoeiro construído para a empresa (em 1939), o segundo por ter sido projectado e encomendado pela Parceria em 1936, devendo ter-se chamado ARGUS, se não tivesse sido cedido à Empresa de Pesca de Viana durante a construção em estaleiro.
Texto e imagens de Luís Miguel Correia - 2010

A BORDO DO NTM CREOULA

A convite do Comando do N.T.M. CREOULA um pequeno grupo de Amigos do nosso lugre preferido reuniu-se ontem à tarde a bordo para alguns momentos de convívio.
O CREOULA estava lindo e impecável, pronto para largar na Sexta-feira dia 22 para mais um cruzeiro com a Universidade Itinerante do Mar ao Funchal e a Portimão.
Presentes o Comandante do CREOULA, CFR Nuno Cornélio da Silva e os oficiais do navio, o Sr. Capitão António Marques da Silva, que comandou o CREOULA diversos anos ao serviço da Parceria e Secretaria de Estado das Pescas, o Sr. Helder Claro, antigo funcionário e Gerente da Parceria Geral de Pescarias, e uma personagem chave associada ao conjunto de boas vontades que permitiu a venda do CREOULA ao Estado em 1979, o Sr. Engenheiro Joaquim Bensaude, ilustre Armador da Marinha de Comércio, neto do Sr. Vasco Bensaude que em 1936 mandou construir o CREOULA e actual responsável pelo Grupo Bensaude, o Sr. Dr. Paulo Santos, investigador dedicado à história marítima, a Srª. Drª. Raquel Sabino Pereira, Comodoro da Marinha do Tejo e veterana civil com mais milhas navegadas no CREOULA desde 1988, Luís Miguel Correia, co-editor do BLOGUE DO CREOULA, e o Sr. Comandante Valentim Rodrigues, Comandante da Escola de Tecnologias Navais.
Uma tarde muito agradável marcada por uma homenagem singela à origem do CREOULA, ao ser içada no tope do mastro grande o galhardete da PARCERIA GERAL DE PESCARIAS, bandeira do armador do CREOULA desde 1937 até 1979.
Imagens e texto de Luís Miguel Correia - 2010

CREOULA: Museu vivo

De 1937 a 1973 o lugre CREOULA foi uma presença constante nos mares da Terra Nova e Gronelândia, durante as campanhas anuais de pesca do bacalhau, ao serviço da Parceria Geral de Pescarias. A pesca do bacalhau era efectuada de forma tradicional, à linha a partir dos doris, pequenas embarcações a remos e à vela para uso individual dos pescadores, que utilizavam agulhas de marear individuais, como esta, encontrada recentemente a bordo do CREOULA e restaurada no Instituto Hidrográfico.
Fotografia de Luís Miguel Correia - 2010

2010-07-13

Campeão da pesca do bacalhau...

Antes da actual existência de navio-escola, o CREOULA protagonizou, de 1937 a 1973, a aventura da pesca do bacalhau nos mares inóspitos da Terra Nova e Gronelândia, para o que era de grande utilidade a proa reforçada para navegação em águas geladas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, apenas os navios portugueses se continuaram a aventurar por essas paragens e por as capturas serem então exclusivas para nós, foram anos de pesca record. Havia tanto peixe que os navios enchiam os porões e regressavam a Portugal antecipadamente.
Num só dia coube aos pescadores do CREOULA  a captura de 600 quintais de bacalhau - cerca de 108 toneladas de peixe, cujo desembarque dos dories provocou um verdadeiro caos a bordo, com todos os espaços no convés coberto de bacalhaus, desde o molinete à proa até à popa... Foi nesse ano que o navio chegou a Lisboa com os porões carregados com 13.000 quintais de bacalhau...
Texto e imagem de Luís Miguel Correia - 2010

Contraste no Tejo

O mundo é feito de contrastes e o nosso Tejo não escapa a essa regra, como prova esta imagem do lugre CREOULA com um dos navios de passageiros tipo "catamaran" da empresa Soflusa, em viagem do Barreiro para o Terreiro do Paço.
O CREOULA regressava da expedição às Selvagens, no dia 5 de Julho de 2010.
Fotografia de Luís Miguel Correia - 2010

Chegada do CREOULA

Instruendos a bordo do CREOULA à chegada do navio ao Tejo após a expedição às Selvagens.
Um navio inesquecível para quem tem o privilégio de o conhecer...
Texto e imagens de Luís Miguel Correia - 2010

MASTROS MÁGICOS

Os quatro mastros do lugre CREOULA reflectidos nas águas da Base Naval de Lisboa, ao Alfeite, quando da chegada do CREOULA das Selvagens no dia 5 de Julho último.
Fotografia e texto de Luís Miguel Correia - 2010

2010-07-07

CREOULA 5 de Julho de 2010



As imagens falam por sí: o CREOULA de chegada, mostrando toda a sua elegância e porte. Um belo navio, sempre português desde há mais de 73 anos...

Chegada do CREOULA a 5-07-2010




Lá vem novamente o NTM CREOULA, qual Nau Catrineta que tem muito que contar das suas andanças pelas Selvagens, paragens onde, dizia Costeaux, se encontram as águas mais límpidas do Mundo...
Quando for grande quero ir às Selvagens, mas o melhor é mesmo começar pelas Desertas...
Fotografias de pormenor do CREOULA em manobra de entrada na Base Naval de Lisboa, dia 5 de Julho de 2010.

CREOULA na barra do Tejo


No regresso do cruzeiro às Selvagens, a 5 de Julho de 2010, o CREOULA subiu a barra do Tejo ao amanhecer e cruzou-se com uma verdadeira flotilha de embarcações de pesca locais, o que permitiu estas imagens paracendo o antigo bacalhoeiro rodeado por momentos pelos seus antigos dories, algures num banco de pesca do Atlântico Norte...

Acompanhando o NTM CREOULA
















O sistema AIS - Automatic Identification System , disponível na internet para observação de forma muito simples, permite, quse em tempo real localizar a posição dos navios na costa portuguesa, e assim tenho acompanhado muitas vezes as partidas ou chegadas do CREOULA.
Nos casos que apresento, as duas primeiras imagens registam o regresso do CREOULA da missão às Selvagens, ao amanhecer de 5 de Julho, à entrada da barra do Tejo, e na véspera, quando comecei a captar o sinal, a sul de Sesimbra. A terceira imagem refere-se à madrugada de 4 de Junho de 2010, horas depois da largada de Lisboa para o arquipélago da Madeira.