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2011-03-24

Nova edição do livro FAINA MAIOR

"Por que não fazermos uma viagem dos anos 30, de barra a barra, no «Santa Mafalda», «Cruz de Malta» ou no «Santa Joana»?  O mito do bacalhau... a dureza do bacalhau..."

Começa assim o livro FAINA MAIOR - A Pesca do Bacalhau nos Mares da Terra Nova, um clássico da literatura marítima portuguesa de finais do século XX, assinado pelo saudoso Capitão Francisco Marques e pela Dra. Ana Maria Lopes, que saiu em 1996 e esgotou há muito.
É um livro maravilhoso, bem escrito, bem ilustrado, bonito de ver e a fazer sonhar embalado pela aspereza do mar a bordo desses lugres da frota branca, que na década de 1930 ainda não fora promovida a "white fleet".
É um livro que nos dá em cada frase a candura das barbas brancas e sabedoria ilimitada do Capitão Marques, que parece estou a ver com a sua enorme simplicidade à popa do CREOULA, e os testemunhos entremeados de dedicação de investigadora de alma e coração que é Ana Maria Lopes.
Está lá tudo o necessário para 110 páginas de mar preto e branco com todas as cores da epopeia do bacalhau. Com simplicidade, sem toques moralistas de outros cronistas político-bacalhoeiros da nossa praça. E digo está lá tudo porque o livro acaba de ser re-editado e vai ser apresentado no Museu de Marinha de Lisboa no próximo dia 31 de Março. 
O convite é para todos, e comprem o livro, antes que se esgote...
Mais informações no Atlântico Azul.
Texto de /Text copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia

2009-06-25

CREOULA com publicação da UIM

A Universidade Itinerante do Mar publicou um belíssimo livro sobre as campanhas efectuadas no Verão de 2008 a bordo do NTM CREOULA.
Intitulado "CUADERNOS DE BITÁCORA CAMPAÑA 2008, este livro em formato A4 regista as viagens promovidas pela UIM em 2008 no nosso CREOULA, entre Aviles e Ruão, de 30 de Junho a 11 de Julho, de Ruão ao Ferrol, entre 10 e 20 de Julho, e do Ferrol a Lisboa, de 20 a 27 de Julho de 2008.
As actividades da UIM são promovidas conjuntamente pelas universidades de Oviedo e do Porto.
Texto de Luís Miguel Correia. Direitos reservados (copyright)

2007-08-20

CREOULA FOTOGRAFADO NO ALTO MAR


O lugre bacalhoeiro CREOULA no alto mar, a navegar no Atlântico Norte rumo aos bancos da Terra Nova fotografado de bordo do paquete italiano SATURNIA pelo Armador Sr. Vasco Bensaude. Fotografia cedida amavelmente pela Exma. Família Bensaude.
Texto de Luís Miguel Correia. Direitos reservados (copyright)

2007-05-30

PORTUGUESES NA TERRA DOS BACALHAUS

A presença de portugueses nos mares da Terra Nova remonta ao período dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, constando que em 1492 o navegador João Vaz Corte Real teria atingido a região, conhecida como Terra dos Bacalhaus, devido à abundância do referido peixe.
Nasceu assim em Portugal a indústria de pesca do bacalhau, que atingiu grande importância durante o século XVI, principalmente a partir dos portos de Aveiro e Viana do Castelo. Conjunturas políticas e económicas desfavoráveis traduziram-se num declínio acentuado da actividade durante os dois séculos seguintes, voltando os portugueses a pescar na Terra Nova a partir de 1835, com a Companhia de Pescarias Lisbonense, detentora do monopólio da actividade até 1857.

Por iniciativa da firma Bensaude & Cº., a pesca do bacalhau foi relançada em 1866, com o envio de dois navios a partir da Ilha do Faial. Posteiormente, esta actividade foi transferida para o Continente, adquirindo-se, em 1884, instalações no sítio da Azinheira Velha, Barreiro, na foz do rio Coina. Aí se desenvolveu a secagem de bacalhau e criaram instalações para apoio à frota. Seguiu-se, a 16 de Março de 1891, a constituição da Parceria Geral de Pescarias, sob a forma de parceria marítima, com um capital de 150 contos de reis, detidos maioritariamente por Bensaude & Cª. e a família Bensaude.
Durante mais de um século, a Parceria desenvolveu uma actividade destacada na pesca do bacalhau, integrando a sua frota, veleiros famosos, como o GAZELA PRIMEIRO, HORTENSE, CREOULA ou ARGUS, bem como diversos navios a motor, caso do NEPTUNO de 1958.
Excerto do livro CREOULA DE NOVO NA TERRA NOVA, de L. M. Correia, publicado em 1998 (ISBN 972-96940-7-9) Texto e fotografias de Luís Miguel Correia. Direitos reservados (copyright)